"Juventude brasileira exibe corajosamente Judô no Ginásio Heinrich-Heine". É assim que a imprensa alemã vem definindo a seleção sub17 do Brasil nos torneios realizados na Alemanha. A alagoana Laís Lessa, apesar de ser a atleta mais leve da delegação, já é uma das promessas do Brasil para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Na manã de hoje, a atleta conseguiu a tão esperada, medalha de ouro em terras alemãs. A atleta segue na Europa, onde ainda disputará alguns desafios. Cada dia mais, Laís Lessa é motivo de orgulho para Alagoas, e pode-se dizer que é orgulho do Brasil.
A atleta alagoana Laís Lessa conquistou medalha de bronze na Alemanha. A seleção brasileira sub-17 e sub-20 segue na Alemanha, onde nesta quarta-feira disputou um Desafio Internacional contra Japão, Kazaquistão e Alemanha. A nova geração de judocas ficou na terceira colocação, ao bater o Kazaquistão por 6 confrontos a 3. O amistoso foi disputado com equipes mescladas. Na primeira rodada, cada equipe atuou com 14 atletas, e o placar foi 9 a 3 para a Alemanha. Na outra chave, o Japão atropelou o Kazaquistão por 12 a 0. Com isto, a seleção encerra as atividades em Bad Blankemburg com as equipes sub-20 e sub-17 feminina. Nesta quarta-feira o grupo segue para a segunda etapa da viagem. Os atletas sub-20, masculino e feminino, vai pra Coimbra/POR, participar de mais um Torneio e Treinamento de Campo Internacional. Paralelo, todo o sub-17 vai para Kaiserslautern, na Alemanha. A equipe participa de treinamentos em Kaiserslautern e cidades próximas como: Speyer e Rüsselssheim. No sábado disputam uma competição regional na cidade de Daun.
Após 23 na Academia da Polícia Civil do Estado de Alagoas - APOCAL, o prof. José da Costa Cabral, presidente da Federação de Judô do Estado de Alagoas- FEJEAL, pediu para retornar a Secretaria de Educação e Esporte, onde idealizará um projeto social para crianças e adolescentes carentes no município de Rio Largo / AL. O secretário de Esportes, Sr Jorge VI, ficou feliz com a decisão e garantiu apoio a iniciativa de Cabral.
O projeto atenderá a população carente do município de Rio Largo, que além das aulas, receberá uma etapa do campeonato estadual de judô 2010.
Cabral comandou durante muitos anos a disciplina de TFTAP – treinamento físico-técnico de ações policiais na APOCAL, mas decidiu que o momento é para projetos ousados.
A comunidade judoísta do Estado de Alagoas, comemora esta iniciativa, pois é a primeira vez na história do judô alagoano que um kodansha resolve assumir as aulas de um projeto social de tal grandeza.
A Federação Internacional de Judô - FIJ - divulgou um vídeo com 60 situações para observações das regras oficiais do judô desde 01 de janeiro de 2010. para visualizar basta clicar aqui
Pelo fato de ter aprendido, praticado e ter sido competidor durante os "annos mirabilis” do Judô Mundial, tenho agora, na condição de professor, a obrigação de argumentar e tecer comentários sobre o artigo de Bruno Doro, do Uol Esportes(1). Sinto certa satisfação nessa argumentação, pois em meus artigos anteriores, “O Judô Moderno"(2) e “Thiago Camilo salva o Judô Mundial"(3) em 2007, venho comentando e divulgando minha preocupação com o Judô nacional e internacional.
As novas regras da Federação Internacional de Judô (FIJ) visam justamente resgatar o Judô que estava sendo descaracterizado por influência de lutadores do Leste Europeu. Adeptos de Sambo (Rússia), Kurash (Uzbequistão) e de outras lutas tradicionais e similares passaram a praticar Judô, pois dessa maneira poderiam participar de campeonatos Internacionais e Jogos Olímpicos. O agarramento nas pernas e levantamentos para arremessar o adversário são técnicas específicas dessas modalidades, e que usadas nas lutas de Judô, permitiram certo incremento vantajoso e competitivo, resultando em inúmeras vitórias, às vezes inesperadas. Tais “técnicas” começaram a ser praticadas e aceitas, ou ignoradas, por dirigentes e árbitros que não estavam preocupados com as tradições do Judô. Muitos atletas no mundo, inclusive alguns brasileiros, também sob influência, passaram a utilizá-las, apesar do nosso Judô sempre ter sido bem próximo e semelhante ao japonês.
Hoje esses lutadores e seus seguidores, com as novas regulamentações, não sabem lutar o Judô na sua essência e assim se acham prejudicados!
Desta forma entendo que não foi nenhuma “decisão radical” da FIJ, e sim uma preocupação de dirigentes que praticaram o verdadeiro e tradicional Judô, que, em tempo, perceberam o mau caminho que estava sendo levada a modalidade e seus princípios. Desde a introdução do koka, yuko e as penalidades em 1974, não se buscava mais o Ippon, a técnica perfeita. Qualquer queda valia alguma pontuação e os atletas e técnicos começaram a adotar táticas de luta para penalizar o adversário por falta de combatividade e saídas da área de luta. A dificuldade para segurar no judogui era evidente e agarrar nas pernas se tornou mais fácil. Fundamentado em técnica e velocidade o Judô japonês, tinha dificuldade para enfrentar adversários que evitavam segurar no judogui e apenas se utilizavam da força física. Assim mesmo o Japão com certa dificuldade em fazer esse tipo de luta, vencia em algumas categorias.
É preciso entender que o Judô é único. Podemos citar o exemplo do Sumo, 23 a.C., padronizado como luta em 710 a.D.(4) se mantém até hoje fiel às suas tradições. Atualmente lutadores da Mongólia, como, Asashoryu e Hakuho (nomes japoneses), que são grandes campeões (Yokozuna) de Sumo no Japão, assim como, Kotooshu da Bulgária aprenderam e praticam o Sumo Japonês. Suas técnicas são as de Sumo e nunca se tentou introduzir ou permitir, qualquer tipo de técnica de lutas estrangeiras nessa modalidade.
Portanto não existe atleta “prejudicado” pelas novas regras, o que existe é falta de conhecimento teórico/prático dos fundamentos do Judô. Prof. Jigoro Kano na sua preocupação pedagógica, também ensinou técnicas de posicionamento do corpo (tai sabaki), técnicas de bloqueio, desvios e técnicas de defesa, fundamentadas no “Sen no Sen” e “Go no Sen”, denominações de 1888, que hoje precisam novamente ser citadas nos comentários das novas regras, uma vez que esses princípios deixaram de ser ensinados e praticados.
A disputa pela pegada (kumi kata) é fruto da falta de orientação. Praticantes e atletas, temerosos em serem dominados e derrubados dificultam o contato direto tomando posições defensivas e abaixando o quadril, não praticando mais as defesas, parte essencial do Judô. Judoca nenhum precisa praticar “novas técnicas” ou “inventá-las”, estão todas classificadas pedagogicamente, desde que o Prof. Jigoro Kano as organizou em 1900. Consequentemente não existe nenhuma “grande mudança”.
O Judô como luta foi criado através de pura técnica embasado no desequilíbrio e arremessos perfeitos, visando o aperfeiçoamento do ser humano num contexto biológico, psíquico e social. Prof. Jigoro Kano preconizava, “... e no Judô a busca pela perfeição técnica e espiritual envolve; conduta moral, disciplina, autocontrole, respeito, seriedade e sinceridade...” e,“...a competição tem validade como meio de avaliação do processo de desenvolvimento pessoal adquirido em sentido amplo, isto é, espiritual, moral e técnico..."(5).
É a essência que lutas ocidentais não possuem.
Na noite do dia 03 de março do ano em curso, foi realizada a reunião geral FEJEAL 2010, nas acomodações da academia Cabral de Judô, situada na Av. Jatiúca. Em pauta a divulgação do calendário 2010, a participação no campeonato brasileiro regional, as recentes conquistas da atleta Laís Lessa, os convênios de intercâmbio com outros Estados e apresentação de projetos para o ano de 2010. Foi, ainda, divulgada a formação da diretoria 2010, que conta com a volta de Irã Candido para a direção técnica, a prof Benigno na supervisão técnica, Ricardo Sérgio no comando das seleções, Márcio Pereira como diretor de arbitragem, Cledemir Ribeiro com registr e filiação, Ederaldo Ramos com solicitação de documentos, Felipe Wagner na coordenação de eventos oficiais e, Willians Pedro na documentação de eventos oficiais. A reunião contou com a participação de 36 clubes, entre escolas, clubes e academias. É importante destacar as presenças do Presidente FEJEAL - Prof José Cabral, do Presidente da FAEC - Djalma Pacheco e do Presidente da CBDU, Luciano Cabral.
A Federação de Judô do estado de Alagoas - FEJEAL, tem novo diretor técnico. O Professor Manoel Benigno, 31, assumiu a direção, que contará com uma comissão de professores para auxiliá-lo. Com qualidade indiscutível, o nome foi bem aceito pelos integrantes da FEJEAL, que já preparam a Etapa III do Campeonato Alagoano de Judô 2009. Boa sorte a toda equipe técnica FEJEAL.